segunda-feira, março 13, 2006



O Sal de nós


Exala-me em fogo-fátuo de lânguidos bocejos,
No marulhar de um canto de indizíveis apelos,
Em delírios de náufragos e convulsões residuais
No fluir de uma fogueira de insónias verticais.

Inventa-me em relevos, com palavras de saliva
Serão teus os meus segredos
Esfacelados em surdina,
Numa despedida dormente, envolta em músculos lassos,
Absinto em corpo ausente,
Delírios,
Abraços.


Sem comentários: