Despertar
Deixa-me navegar
e semear ventos na tua pele dourada,
prolongar-te com palavras no silêncio de quem inventa
nos braços de uma guitarra.
Percorrer-te,
na vertigem dos trilhos em que me dissipo,
como um murmúrio que se esvai em infindáveis
labirintos de papel,
descalça
e com a terra a lamber-te as feridas,
submergimos no pulsar
das madrugadas esculpidas a cinzel.
Hoje, o amanha não existe,
sonhámos o tempo numa clepsidra
em que o mar se apodera de nós,
no suor dos dias.
para a minha Luz, Vânia F.
e semear ventos na tua pele dourada,
prolongar-te com palavras no silêncio de quem inventa
nos braços de uma guitarra.
Percorrer-te,
na vertigem dos trilhos em que me dissipo,
como um murmúrio que se esvai em infindáveis
labirintos de papel,
descalça
e com a terra a lamber-te as feridas,
submergimos no pulsar
das madrugadas esculpidas a cinzel.
Hoje, o amanha não existe,
sonhámos o tempo numa clepsidra
em que o mar se apodera de nós,
no suor dos dias.
para a minha Luz, Vânia F.
