quarta-feira, junho 04, 2008




Despertar



Deixa-me navegar
e semear ventos na tua pele dourada,
prolongar-te com palavras no silêncio de quem inventa
nos braços de uma guitarra.

Percorrer-te,
na vertigem dos trilhos em que me dissipo,
como um murmúrio que se esvai em infindáveis
labirintos de papel,
descalça
e com a terra a lamber-te as feridas,
submergimos no pulsar
das madrugadas esculpidas a cinzel.

Hoje, o amanha não existe,
sonhámos o tempo numa clepsidra
em que o mar se apodera de nós,
no suor dos dias.


para a minha Luz, Vânia F.


9 comentários:

lua disse...

Desculpa a invasão ao teu blog., gostei de te ler.

Abraço

moriana disse...

belo poema para tão belo amor:)

bjs.

Anónimo disse...

a lampada deve ter fundido

Noktivaguz disse...

Lâmpada?
Não é lâmpada mas sim Sol e não creio que ele nesta vida deixe de brilhar..

Anónimo disse...

Feliz daquele que encontra nos astros o seu caminho...

lua disse...

Boa tarde, passei para te puder ler, mas fiquei surpreendia á muito tempo que não publicas nada. Se eu fosse o vento, soprava em tua direcção para te dar inspiração, por favor volta por todos aqueles que gostão de te ler. Gosto muito de te ler.

Beijinhos

Babi disse...

Gosto bastante do poema :) *

Anónimo disse...

Encontrei-me em ti...sinto-me completa! Agora tudo faz sentido!
És eterno em mim...

Um Beijo daqueles que só tu sabes...Amor!


...da tua luz...para o meu sol...

Vânia Flôr

Anónimo disse...

Hello. And Bye.