quarta-feira, novembro 21, 2007



Movem-se em espiral

os mecanismos

que me pulsam na batida do teu corpo,

nas horas que

te anunciam em vórtice,


és candeeiro de lava dos meus pensamentos.



4 comentários:

cris disse...

propus-me um desafio,
aceitei-o,
fazendo rampa por onde escorreria a lava,
quase seiva.

fosse rubra, chamá-la-ia sangue.

mas ainda não fervilha nas têmporas.
quando acontecer,
estarei já perto do longe.
separar-me-á, apenas, a distância
que corre,
pela rampa que idealizei.

sobre a minha face
a erosão forma cordilheiras
que o olhar escala,
enquanto calo a voz...

sou ouvido,
sou absoluta!

alheio-me duma bancada repleta de espectadores,
o alheamento dos que desconhecem
que jogo,
desafiando a tal rampa
oblíqua,
para que o pensamento resvale,
à velocidade que determino.

eis o desafio!
se vencer,
inclinar-se-á a rampa,
deixando que o pensamento escorra.

será então que brindarei,
com o sangue tornado vermelho,
fervilhando no cálice,
em turbilhão.

erguerei a taça ao triunfo,
à lava,
a essa seiva,
à luz do pensamento vermelho vivo, de júbilo!

Gi disse...

intensos estes pensamentos ...

estas vertigens

beijos

musalia disse...

deixo um beijo. e vórtice, palavra interessante:)

Monitor de LCD disse...
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