
Movem-se em espiral
os mecanismos
que me pulsam na batida do teu corpo,
nas horas que
te anunciam em vórtice,
és candeeiro de lava dos meus pensamentos.
Branco.Como o silêncio das palavras de todas as cores. O meu comboio de fumo desliza por fátuos oceanos e submerge em apeadeiros de papel.
4 comentários:
propus-me um desafio,
aceitei-o,
fazendo rampa por onde escorreria a lava,
quase seiva.
fosse rubra, chamá-la-ia sangue.
mas ainda não fervilha nas têmporas.
quando acontecer,
estarei já perto do longe.
separar-me-á, apenas, a distância
que corre,
pela rampa que idealizei.
sobre a minha face
a erosão forma cordilheiras
que o olhar escala,
enquanto calo a voz...
sou ouvido,
sou absoluta!
alheio-me duma bancada repleta de espectadores,
o alheamento dos que desconhecem
que jogo,
desafiando a tal rampa
oblíqua,
para que o pensamento resvale,
à velocidade que determino.
eis o desafio!
se vencer,
inclinar-se-á a rampa,
deixando que o pensamento escorra.
será então que brindarei,
com o sangue tornado vermelho,
fervilhando no cálice,
em turbilhão.
erguerei a taça ao triunfo,
à lava,
a essa seiva,
à luz do pensamento vermelho vivo, de júbilo!
intensos estes pensamentos ...
estas vertigens
beijos
deixo um beijo. e vórtice, palavra interessante:)
Enviar um comentário