sábado, novembro 17, 2007



Vem,


percorre os meus caminhos

ocultos


e aprisiona o tempo que medeia

a parábola do esquecimento,


em surdina.







6 comentários:

cris disse...

desabotoo,
botão a botão, o escuro,
acendendo a luz da minha imaginação.

tenho pés de lã de merino,
que trouxe,
das serras altas que percorri.
tenho vestes de linho,
dos teares em que aprendi a tecer.
esqueço-me do resto
menos desta melopeia silenciosa.

percorro os caminhos
porque sou capaz de ver,
de tactear,
de sentir.

eu venho
porque quero lembrar-me
de que me esqueci
de tudo o que não me faria falta.

não me vais ouvir,
pois que serei muda.
não me vais ver,
pois que a luz
é apenas a minha imaginação.
não me vais tocar,
pois que não faria sentido.

saboreia apenas o néctar do tempo...

depois, sim,
fala-me de todos os outros sentidos,
dessa história que vais inventar
enquanto não chego.

musalia disse...

os caminhos da memória e os do esquecimento. serão tão diversos?...

beijo, jim.

CresceNet disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Noktivaguz disse...

Musalia,
estes caminhos talvez sejam exactamente os mesmos,fases distintas da mesma lua, que possibilitam ciclicamente, a claridade de uma lua cheia nas noites longas e frias de inverno.

Gostei de te ler por cá...
Já lá vão longos meses..

fica bem

musalia disse...

deixo um beijo de boa noite :)

Gi disse...

É a decoberta, o prazer da revelação, o levantar o véu, do oculto , do misterioso. É isso que fascina ... e é isso também que faz com que o esquecimento chegue. Nada mais haver que revelar ...

Um beijinho