
São leves as horas
que nos inventam em surdina,
pela calada das palavras
em que te escalo com o olhar
Imerso
De te ver adormecida,
Exangue
Do teu peito naufragar
Branco.Como o silêncio das palavras de todas as cores. O meu comboio de fumo desliza por fátuos oceanos e submerge em apeadeiros de papel.
6 comentários:
ignoramos as horas,
ainda que leves...
calam-se as palavras,
emergem,
para que sejam só
dois corpos imersos
num sono único...
sou mar,
sinto-me mar,
e espero que naufragues...
abro-te os olhos,
descubro pérolas
que atiro fora...
é a ti que quero!
simulo que adormeço,
para que me olhes,
antes de te envolver
transforma-te em ondas,
vê como finjo que descanso,
mas só espero que naufragues
e que em mim te afundes...
ignoramos as horas,
ainda que leves,
para sermos os dois,
afastados de todas as palavras
talvez que elas nos inventem,
à superfície...
mas aqui, sou eu, tu,
e,
a volúpia de nos termos.
É um privilégio ler-te...que belo poema..!
É difícil comentar uma escrita tão avassaladora...
Espero prosseguir este "brainstorming" poético, qd me sentir com capacidade para tal...
fica bem...
Bonitas as palavras e as imagens que escorrem por aqui. Vim etribuír a visita, a porta estava aberta e fui lendo e vendo e ficando ...
O tempo tem sido escasso nestes últimos dias e o ritmo teve que abrandar. Desculpa o atraso.
Um beijinho, noite feliz
Vim deixar mais um olá e ler mais um pouco. Um beijinho
pesa-me a falta,
pesam-me as horas,
todos os minutos.
num relógio velho
cabe um tempo
que não se quer guardado,
que se quer que ande,
célere!
pudesse eu abrir aquela caixa,
pudesse eu cortar o fio
que prende um pêndulo
que pesa,
tanto, tanto,
tão mais do que as horas
que sou incapaz de segurar
confesso,
[fosse a gula o meu pecado...]
Vem,
Percorre os meus caminhos
Ocultos
E Aprisiona o tempo que medeia
A parábola do esquecimento
em surdina
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