Paulo césar, 06 Esquizofrenia
Vozes, que brotam de mim.
Dispersam-se esquivas
Fugindo do eco dos meus sonhos.
São lamentos incertos
De todos e de ninguém,
Que me reclamam doridos
Feridos de desdém.
Acendo um cigarro, e com ele,
Vislumbro formas imperfeitas
Que me surgem vis, vagarosas
Moldando-se em mim, tornando-se eu!
Gritos de fumo que acodem em pedaços,
O sonho de uma realidade despedaçada.
Vozes.
Ouço-as à distância de um pensamento.
Sinto-as mais perto de mim.
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