domingo, abril 02, 2006

Paulo césar, 06
Esquizofrenia


Vozes, que brotam de mim.
Dispersam-se esquivas
Fugindo do eco dos meus sonhos.

São lamentos incertos
De todos e de ninguém,
Que me reclamam doridos
Feridos de desdém.

Acendo um cigarro, e com ele,
Vislumbro formas imperfeitas
Que me surgem vis, vagarosas
Moldando-se em mim, tornando-se eu!
Gritos de fumo que acodem em pedaços,
O sonho de uma realidade despedaçada.

Vozes.
Ouço-as à distância de um pensamento.
Sinto-as mais perto de mim.


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3 comentários:

musalia disse...

vozes que nos habitam, que nos estruturam. por vezes que nos inquietam...

obrigada pela tua visita:)

beijinhos, Jim.

Noktivaguz disse...

E que nos afagam tambem...

Obg pela visita,
fica bem, musália

Anónimo disse...
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