segunda-feira, março 20, 2006



O principio de um novo fim

Em subtilezas me ocorres ó ímpeto difuso,
Nas madrugadas que jazem desterradas,
Nos vultos opacos e disformes
Que se esvaem na algazarra dos anos lassos.


E entre sopros vertidos aleatoriamente,
Na erosão que te sulca o rosto baço,
Esculpem-se sombras do teu cansaço
Cumpre-se o sangue que percorro em mim
Pele de cetim,
Que visto como um disfarce de criança.

O vento sabe-me a acre,
Mas trouxe o orvalho das palavras.

E a objectividade de acordar no vazio, é uma pintura que acabo com o olhar.

1 comentário:

Lyra disse...

gostei daqui. Vou "levar-te" comigo.