
O Cais
Ao largo desta estrada, com o rio como beiral
Sou cúmplice das gaivotas de uma vida marginal.
Afago-me nos reflexos que o sol derrama no rio,
E sou mais que os complexos que me inventam aturdido.
Não sei porque estou assim
Nem sei se a vida é fado…
Cruzo a ponte que une as margens do meu ser
E conto os passos que me devolvem à ignorância.
De que vale percorrer o trilho ao amanhecer
Se me perco em mil mágoas de distância ?
jim

2 comentários:
Em mil mágoas de distância me perco quando vazio habita em mim. Sou assim eu que divago por entre ruas estradas vielas casas com cheiros que se expandem por janelas abertas. Janela aberta maior que porta fechada liberta vazio de meus devaneios.
Enviar um comentário