quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Aurora

Entre as sombras, o espaço, irremediavelmente pequeno.
Vultos cinzentos e espasmos prolongados.
Olhares de sangue que no limbo se dissipam, por ser tarde demais.

Procurámos no tempo, inexistente, visões distintas do inatingível e
percorremos O interminável muro branco com a nudez do vento incandescente…
sons mudos,
no vácuo que só nós conhecemos.

No crepúsculo, os sentidos apuram o cheiro a terra molhada.
Banho-me em madrugadas de volúpia.

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