sexta-feira, junho 23, 2006



Madrugadas de volúpia


Palavras em sangue te dou à luz,
que escorrendo difusas,
ocres,
anseiam por subterfúgios ao anoitecer.

No poder,
de Ser
ângulo morto de uma existência geométrica,
o espelho absorto de uma mente inquieta, sou eu
no resvalar das tuas chagas,
que em cicatriz, invento no fumo de uma sombra intersectada.

Aconteço,
Nas tuas entranhas.

De parto em parto, hei-de rasgar-te
com pensamentos afiados como machados
e no suor dos sonhos, um abraço.

Eis a metáfora das pequenas ironias
que devasso,
crio
e faço.



2 comentários:

Natsuki disse...

Fantástico... Nem tenho palavras. Adorei realmente... Parabéns novamente

Inês Diana disse...

Procurava o meu espaço e encontrei o teu...
Atrevi-me a visitar-te e gostei do que vi e li!

Deixo-te o convite para me visitares! :)

Beijo